A Fazenda Serrana, arrendada pela USINA SÃO FERNANDO nos ultimos 4 anos para plantação de cana-de-açucar em Dourados-MS e patrocinada pelo BNDS, está novamente colocando os índios Guarani-Kaiowá do tekoha APYKA'I no meio da BR-463 através de subterfúgios da lei, mesmo a área ja sendo reconhecida pelo governo como tradicional indigena, uma liminar revalidada de 2009 está para expulsa-los de sua terra se nada for feito, ja que nesse país quem tem dinheiro para advogados subverterem nossos direitos... parece poder tudo.
NO FINAL DE ABRIL DE 2014, MAIS UMA VEZ, A JUSTIÇA FEDERAL COMUNICOU QUE A COMUNIDADE GUARANI E KAIOWA SERÁ ATACADA E DESPEJADA PELA POLÍCIA FEDERAL A PARTIR DO DIA 07 DE MAIO DE 2014. Diante disso, a liderança viúva-Damiana e comunidade declarou que não vai sair do tekoha Apyka’i. “JÁ FIZ BURACO E COVA PARA MIM E AQUI QUERO SER ENTERRADA PELA JUSTIÇA DO BRASIL, A MANDO DO GOVERNO DILMA ROUSSEFF”
Um relatório do MPF-MS sobre a situação da comunidade de Apyka’i, publicado em 2009, afirmou que “crianças, jovens, adultos e velhos se encontram submetidos a condições degradantes e que ferem a dignidade da pessoa humana. A situação por eles vivenciada é análoga à de um campo de refugiados. É como se fossem estrangeiros no seu próprio país”.
Enquanto isso o governo renegocia UM BILHÃO de reais em dívidas com BNDS e BB, nosso dinheiro, para financiar o prejuízo dos gigantes da agroindústria, GRUPOS BERTIN e BUMLAI sócios da JBS FRIBOI responsáveis pela USINA SÃO FERNANDO, mesmo essa Usina sendo acusada de genocídio pelo MPF-MS ao contratar a empresa GASPEM para exterminar a presença de índios que insistem em incomodar os poderosos latifúndios, GRUPOS esses citados que estão sendo denunciados em outras tantas desgraças: fraudes e insalubridade em Cáceres, falsificação em Santo André, picaretagem na Usina de Belo Monte, venda de terra super faturada para o Incra, a roubalheira no serviço público em Campinas, ... Esses safados estão infiltrados em tudo, a máfia é gigantesca. Em pleno Congresso Nacional deputados ocupam a tribuna para defender um leilão que a justiça chegou a proibir, para financiar a contratação de segurança armada contra os índios do MS, lá morreu em dezembro o líder Ambrosio Kaiowá, a facadas, as polícias não tem pista.
Damiana Cavanha, uma líder Guarani-Kaiowá acampada a 15 anos na porta da Fazenda Serrana, vive ha 5 anos espremida na beira da BR-463 desde que a USINA SÃO FERNANDO chegou, financiada com dinheiro público arrendou a Fazenda para plantação de cana-de-açucar. Nesses últimos 5 anos ela viu seu marido, 2 filhos e 2 netos assassinados, jagunços do coronelismo moderno atropela na beira da rodovia para fingir acidente mas fogem para dentro da Usina e são chamados de segurança, acusa o MPF-MS.
agora em fevereiro de 2014 foi atropelada e morta mais uma mulher, em março de 2014 outra cova foi aberta para enterrar a vida indígena atropelada e dilacerada pelos carros dos fazendeiros.
Sua tribo com 130 pessoas que exigiam o direito de voltar para terra onde seus avós estão enterrados, no meio das plantações de cana, hoje se dispersou por tribos um pouco mais seguras, morreram, se perderam. No APYKA'I restam uns 15 guerreiros, entre crianças e adolescentes que sofrem diariamente o terror das ameaças, em março do ano passado morreu Gabriel de 4 anos, atropelado.
Tirando os coronéis e grileiros do debate, cabe todos, os fazendeiros que compraram terras de boa fé, todas as cidades que cresceram da riqueza da região e todos os indígenas, que estão sendo cobrados pelas lideranças mais antigas o direito de ser enterrado junto dos seus antepassados, parece pouco para nossa cultura maluca mas para nossos irmãos é simples, é sobre quem eles são, para Damiana Cavanha é ainda mais, o nome dado a seu acampamento Apyka'i, na sua cultura significa o banquinho onde a criança espera 9 meses para nascer, triste ironia patrocinada por nós via BNDS, o Banco Nacional do Desenvolvimento. Veja o vídeo